“TRABALHADOR DA SAÚDE – PROFISSÃO DE RISCO”

Parece filme de ficção, mas não é. Infelizmente é uma realidade programada, maldosamente premeditada, que precariza a Saúde Pública do DF e submete os trabalhadores desse segmento a uma condição desumana, como se fossem protagonistas e coadjuvantes de sua tortura. São humilhados em face da necessária intervenção e da impotência de quem deveria intervir e amenizar o sofrimento alheio, pois o que faltam são as ferramentas.
Com o fim da carreira da Assistência à Saúde Pública, com índices de escalonamento interligando os níveis básicos, intermediário e superior, o governo, como gestor, estimulou a divisão de classes, promoveu a fragmentação da equipe multiprofissional da atividade fim (médicos, enfermeiros, auxiliares técnicos etc), sem falar nos profissionais de apoio.
A organização segue à deriva, sem referência básica dos valores, além da missão e visão na efetividade dos processos.
Ações isoladas são apontadas como um grande feito. É como prescrever Dipirona para tratar infecção intestinal. Na verdade, esse quadro bem se compara àquele filme “2012”. É o fim dos trabalhadores da Saúde Pública do DF! Exigimos respeito, queremos pautar a seguinte discussão:
1.1- Reestruturação da carreira da Assistência à Saúde Pública do DF com três variáveis estruturais: atividade fim; atividade meio e atividade de apoio, definindo de forma clara e inequívoca as atribuições pertinentes a cada categoria;
1.2 - Aplicação de índice de aumento e de reajuste salarial, com índices percentuais escalonados que beneficiem a classe como um todo, respeitados os pisos salariais;
1.3 - Criação da Fundação de Assistência à Saúde Pública do DF, estatal e de direito publico e privado, com dotação orçamentária específica e autonomia gerencial;
02- Orçamento do GDF destinado para a saúde em 2011 (equiparação salarial da atividade meio e atividade de apoio verbas rescisórias);
03- Saúde do trabalhador.
Quaisquer ações na Saúde, que necessitam de prevenção, pesquisa ou tratamento, requerem visão holística e sistêmica.
A Pandora também é a mãe da esperança.
Nós somos o que fazemos. Possuímos o que conquistamos!
HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA
Presidente |